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Leite deve ter preço em queda ao produtor

07/12/2020

Segundo o boletim do Centro de Inteligência do Leite (CiLeite), da Embrapa Gado de Leite, o mês de novembro teve preços de lácteos mais firmes no atacado, depois das quedas de outubro. O UHT fechou o mês com alta de 6% sobre o mês anterior. Quando analisado o período entre novembro de 2019 e novembro de 2020, a alta é de 33%. Na última sexta-feira (27) o leite saía por R$ 3,28 o litro, na média.

Já o spot, apesar da menor valorização na comparação mensal, registrou alta de 17% na segunda quinzena de novembro em relação à primeira. A seca na região Sul do Brasil e a forte alta nos custos com alimentação do rebanho têm gerado uma menor disponibilidade de leite no campo para esta época do ano. Sobre novembro do ano passado a alta é de 59%. O litro fechou o mês em uma média de R$ 2,25, em Minas Gerais.

Já o leite em pó e o queijo muçarela tiveram preços mais estáveis ao longo do mês, mas abaixo da média de outubro, em função da competição com o produto importado. Ambos caíram 3% em relação ao mês anterior.

Dezembro

De acordo com a projeção dos Conseleites estaduais, dezembro deve ter  novas reduções nos preços pagos ao produtor. As reduções, em menor magnitude que a anterior, variaram de 1,9% a 4,0%. Esses resultados refletem a variação das médias de preços de novembro em relação a outubro, tendo por base o mix de produtos dos laticínios de cada Estado.

A maior queda projetada é para Minas Gerais, com -4%; em Santa Catarina -2,9%; no Paraná -2,8% e no Rio Grande do Sul -1,9%.

Insumos em alta

Os preços do milho e do farelo de soja experimentaram nova alta de preços em novembro. O milho subiu 9%, sendo cotado a R$ 79,27 saca/60kg em Campinas. Desde novembro de 2019 a alta acumulada é de 78%. O farelo de soja valorizou 10% no mês e 110% na comparação interanual. A tonelada foi cotada em R$ 2.949 no Paraná.

As perdas de produção na região Centro-Sul em função do atraso nas chuvas e de chuvas irregulares tendem a provocar perdas na safra de verão. Isso deve exigir que alguns grandes compradores tenham de importar grãos para garantir o abastecimento. No mercado internacional, os preços de milho e soja também registraram elevação. Estimativas do USDA indicam um alto volume de importação chinesa de milho, o que não era realidade no passado. alta de preços na comparação com outubro, mas ao longo do mês os preços cederam devido a menor compra pelos frigoríficos.

Fonte: Agrolink